RADIO WRC NATAL RN

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

REPRISE DO GOLPE Olha o golpe (de novo)

REPRISE DO GOLPE

Olha o golpe (de novo):

 Eduardo Bolsonaro já fala que Flávio sofrerá atentado


Olha o golpe (de novo): Eduardo Bolsonaro já fala que Flávio sofrerá atentado

Por Henrique Rodrigues 

Diz o ditado popular que o lobo perde o pelo, mas não perde o vício. 

No ecossistema político da família Bolsonaro, a máxima parece ser aplicada com o rigor de uma cláusula pétrea. 

Com o patriarca Jair Bolsonaro (PL) atrás das grades e o clã tentando manter a relevância em um cenário de isolamento, a estratégia para 2026 parece ser uma reprise de um filme que o Brasil já assistiu, e que, convenhamos, já perdeu o fator surpresa.

Eduardo Bolsonaro, o “filho 03” que atualmente despacha diretamente dos EUA sem mandato, enquanto observa o cerco judicial se fechar em torno de si, resolveu tirar a poeira do roteiro de 2018 e repetir a fórmula. 

Sem grandes novidades para um programa de governo ou soluções para o país, o ex-deputado recorreu ao X (antigo Twitter) para requentar o velho discurso do “atentado iminente”, desta vez escalando o irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), para o papel de vítima da vez.

Não é preciso ser um analista político sênior para notar a ansiedade de Eduardo. 

A postagem exala um esforço quase nostálgico de reeditar o fenômeno que impulsionou a vitória do pai na eleição mais esquisita da História brasileira. 

Naquela época, em 2018, a facada serviu como o combustível perfeito para blindar um candidato de retórica escatológica e evitar debates, garantindo-lhe uma aura messiânica, e fazendo sua figura chegar onda ainda não havia chegado.

Agora, a narrativa tenta ser costurada com nomes internacionais para dar um verniz de seriedade ao que soa apenas como um movimento açodado. 

Em sua postagem, Eduardo escreveu:

“O mesmo conselho que falei a Flávio Bolsonaro: olho na sua segurança. 

Já foram vários presidenciáveis de direita nas Américas assassinados ou tentados. 

Miguel Uribe (2025), Donald Trump (2024), Fernando Villavicencio (2023), Jair Bolsonaro (2018), Alvaro Uribe (2002)”

O golpe tá aí…

A tática de “anunciar” a própria tragédia antes que ela ocorra, ou que sequer existam indícios para tal, é a marca registrada de um grupo que sobrevive do caos e do vitimismo. 

Ao listar eventos ocorridos em décadas e contextos diferentes, Eduardo tenta criar um senso de perseguição global coordenado contra a direita, ignorando as particularidades de cada caso para focar no que realmente importa: manter a militância em estado de alerta e o sobrenome em evidência.

Para quem observa de fora, a manobra é transparente. 

Entre o desespero de ver o pai preso e a necessidade de viabilizar a candidatura de Flávio, o bolsonarismo volta a apostar na única fórmula que conhece. 

Contudo, repetir o truque de mágica para a mesma plateia raramente funciona com a mesma eficácia. 

Como o próprio ditado moderno ensina, “o golpe tá aí, cai quem quer”. Resta saber se o eleitorado brasileiro ainda tem apetite para essa reprise 

Fonte: msn 

Nenhum comentário:

Postar um comentário